Direitos do aluno com autismo

A questão é que temos profissionais diferentes que podem auxiliar o aluno autista e entender o trabalho, o objetivo de cada um, faz toda diferença no total suporte do aluno, de acordo com suas individualidades. É necessário que no contra turno o aluno realize atendimento com profissionais especializados, e que a Escola também possa contar com Especialistas que orientem e deem suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo. Pais e mães de crianças autistas que tiveram seus direitos desrespeitados devem procurar um advogado ou a Defensoria Pública.

Justiça obriga Prefeitura de Araçatuba a reprovar aluno com transtorno

Segundo Adriana, chegou a orientar a família a ingressar na justiça, porque não poderia reprovar a criança. A escola, por lei, não poderia reprovar a criança, mesmo com todos os laudos e orientação técnica e médica”, concluiu. Conforme entendemos melhor sobre a jornada do autista na educação, torna-se evidente que conhecer e aplicar os direitos garantidos por lei é essencial, tanto para criança, quanto para família. Com isso, a equipe fica mais preparada para identificar sinais de autismo e encaminhar os alunos para profissionais especializados, garantindo diagnóstico e intervenções precoces. Pensando na formação dos profissionais da educação que atuam diretamente nessas instituições de ensino infantil, o novo PL determina a inclusão de tópicos a respeito do transtorno na primeira infância e do trabalho integrado com as equipes multidisciplinares. É dever da escola criar um ambiente inclusivo para receber estudantes com autismo e garantir seu aprendizado dentro e fora da sala de aula.

Manual de Atendimento ao Autista

Adecisão liminardo Juiz da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude, Vinícius de Ávila Leite, foi publicada nesta segunda-feira (27). O advogado Sérgio Vaz explicou que laudos técnico e médico apontam que o garotinho que concluiu em 2019 o 2º ano bpc autista negado da educação infantil não tem condições de avançar para o 1º Ano do Ensino Fundamental. Na decisão, foi identificado que o garoto possui espectro autista associado com déficit intelectual, além de outras alterações comportamentais e de linguagem.

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Também é importante realizar uma carta endereçada à direção da escola em questão, incluindo a identificação e informação sobre a necessidade do autista e que a sua família está solicitando a presença de um auxiliar/professor/ tutor. Não aceite explicações como limite de aluno de inclusão por turma ou sala de aula, se tiver vaga disponível na turma e horário que você quer matricular o seu filho, negar por qualquer motivo é discriminação. É claro que um aluno autista na escola é uma tarefa desafiadora, porém ele tem direito de estar ali e existe amparo legal para essas pessoas.

Isso quer dizer que o aluno com autismo, caso não tenha como acompanhar a aula com o mesmo conteúdo ou mesmo material que os outros possui o direito às adaptações. Indiferente se a criança autista é matriculada em escola privada ou pública este é um direito assegurado a todos, entenda melhor a seguir. Este profissional é responsável por participar da integração da pessoa autista, em interações sociais, auxiliar na aplicação de atividades adaptadas e aprendizado, sempre sob a supervisão do professor regente. Não é necessário qualificação específica e sua necessidade pode ser identificada tanto pela escola quanto pelos profissionais ou mesmo pela família da pessoa autista. Adriana Carvalho Rodrigues, vice-diretora do Colégio Marista, explicou que a equipe pedagógica apenas atendeu à legislação e à determinação da Superintendência Regional de Ensino.

Não se trata de tirar conteúdos a serem trabalhados ou de reduzi-los pura e simplesmente, e sim de adequá-los,   com pequenos ajustes por meio de estratégias de ensino e procedimentos diferenciados, bem como instrumentos avaliativos diversificados. É preciso ficar claro que o Laudo informa uma condição da criança e não a habilita a passar de ano. Da mesma forma que um Professor não medicará ninguém, e nem prescreverá tratamentos, o médico, por sua vez, não tem preparo para avaliar e responder pela aprendizagem da criança, portanto qualquer laudo emitido pelo mesmo ou qualquer outro profissional da área da Saúde com este objetivo não tem efeito. Esses direitos não são meras formalidades legais, mas pilares que sustentam a construção de um ambiente educacional onde o potencial de cada criança pode florescer e contribuir para um futuro com mais autonomia e independência. Além disso, é importante ressaltar que a instituição – seja ela, pública ou privada – não pode cobrar nenhum valor adicional para elaboração do PEI. A CipTEA é gratuita e pode ser solicitada em todos os estados ou municípios brasileiros, mas é importante entender melhor como é o processo em cada região.

Pode reprovar um aluno com autismo?

Se em 15 dias a escola não se manifestar ou negar o acompanhante para o aluno com autismo ou quiser cobrar por este serviço é hora de avançar e fazer um pedido a Delegacia de Ensino junto com laudo médico e a cópia da carta assinada pela escola comprovando que recebeu o pedido. Certamente precisamos de um laudo médico para atestar o autismo da pessoa, o grau de comprometimento, suas necessidades específicas e em quais áreas ele necessita de auxílio. Quanto mais completo o laudo, menos dúvidas a escola terá quanto a esta necessidade. O AT, assistente terapêutico, é fornecido e/ou custeado pelo plano de saúde ou pela família e tem como foco principal auxiliar a pessoa com autismo em questões comportamentais, terapêuticas, sempre supervisionado pela equipe multidisciplinar responsável. Se você ainda está no processo de busca ou matrícula na escola, leia o artigo sobre Autismo e Volta às Aulas, ali explicamos com detalhes os procedimentos e direitos do aluno autista no ingresso ou retorno às aulas.

Inclusive o aluno com autismo pode ter um acompanhante, um tutor, um auxiliar no processo de readaptação ou reintegração na escola para que as suas atividades sejam melhor aproveitadas, o auxiliar irá ajudar na interação social, aprendizado e aplicações didáticas. Sabemos que muitas crianças autistas têm total condições de acompanhar uma escola regular com ensino regular. O advogado Sérgio Vaz destacou que tal decisão pode ajudar muitas famílias pelo país. “No Brasil, há cerca de 5% da população brasileira com algum tipo de autismo”, informou. Foi destacado também que muitas pessoas veem a reprovação escolar como uma punição e não é isso. A retenção pode significar uma nova oportunidade para que o estudante adquira as habilidades necessárias e assim possa avançar nos estudos.

Você será atendido por um membro do Ministério Público, que fará o requerimento ao juiz, que prontamente se pronunciará em favor do aluno autista. Faça o requerimento em 2 vias, entregue 1 via na Secretaria de Educação / Diretoria de Ensino, junto com cópia do laudo médico e da carta assinada pela escola ou recibo do correio, comprovando que recebeu o 1º requerimento. Entretanto, o aluno autista, que necessita, pode e deve ser auxiliado por um profissional. Outros precisarão de adaptações no material, no conteúdo, nos trabalhos, mas ainda sem a necessidade de uma pessoa que lhe dê suporte individualizado.

É nela que geralmente fazem seus primeiros amigos fora do núcleo familiar, aprendem a se enxergar como parte da sociedade e têm contato com a diversidade. Para a criança autista não é diferente - porém, é no colégio também onde alguns desafios extras e preconceitos começam a aparecer. Segundo magistrado, são aplicadas as disposições referentes à educação especial para crianças que possuem transtornos de desenvolvimento. Neste laudo ele precisa constar que a necessidade de uma pessoa para ajudar o aluno com autismo, deve ter conter o máximo de detalhes das suas necessidades. Muitas escolas acabam enrolando ou recusando a matrícula do aluno com autismo por entenderem que essa criança é um problema.

Sempre procure informações através de sites oficiais do governo estadual ou municipal. Um profissional do direito poderá auxiliar a família a recorrer judicialmente a partir do que determina o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo a advogada, a escola particular só pode recusar uma nova matrícula alegando falta de capacidade, se comprovar que já preencheu todas as vagas previstas em lei.

Segundo Claudia Hakim, a lei estabelece que é obrigação do colégio oferecer o profissional de suporte à inclusão. Além disso, é ilegal cobrar uma taxa adicional na mensalidade do aluno autista alegando o custo desse profissional. “A inclusão é feita em sala de aula comum, dentro de um sistema regular de ensino, com as adaptações curriculares e os direitos pertinentes a esses alunos”, diz Claudia. Ana Laura Godinho Lima, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), explica que a criança autista tem o direito de ser educada para viver em comum com as outras pessoas. “Afinal, o mundo é de todos e essas crianças não vão viver em um mundo segregado e especial”, afirma.

Há um equívoco entre os Professores de que se o aluno apresentar Laudo informando a deficiência o mesmo deverá ser aprovado, pois a criança estaria amparada pelo mesmo. Como você pode observar acima, coloquei em negrito algumas partes para que você dê atenção minuciosa, pois são nestas passagens que o Gestor e Professores encontrarão  a direção inicial para organizarem as adequações que serão necessárias a esses alunos. V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. A busca por uma educação inclusiva e de qualidade, não é apenas uma responsabilidade legal, mas um compromisso com a diversidade e o respeito pela singularidade de cada indivíduo.

Essas crianças variam de gosto cognitivo, nível intelectual, gosto maior pela escola e gosto maior pelas nuances acadêmicas. O cuidador é o profissional é fornecido pela escola, sem qualquer custo adicional e tem como foco, auxiliar a pessoa com autismo em questões de autocuidado, locomoção, alimentação e na autonomia que lhe falta. Antes de responder à esta pergunta, é importante lembrar que nem todos os alunos autistas, necessitam de auxílio de um profissional específico. Manter o aluno autista na escola e ensiná-lo adequadamente, pode ser uma tarefa desafiadora, mas totalmente previsto e protegido em lei.