O poder dos fandoms na era do entretenimento

Esse comportamento cria um ciclo em que fãs influenciam receita, estratégia e relevância cultural. Se você acompanha produções que ama, discute teorias online ou sente que sua voz como espectador está ganhando espaço, entender o efeito fandom pode transformar sua relação com filmes, séries e marcas que fazem parte do seu dia a dia. No início, a mídia os ridicularizou, e os retratam como nerds que moravam no porão dos pais.

Enquanto a indústria do entretenimento busca adaptar-se, os fandoms consolidam seu papel como uma força vital e, ao mesmo tempo, desafiadora na construção do futuro da cultura pop. O boca-a-boca digital é outro ponto essencial que faz dos fandoms uma força de mercado. Grupos de fãs de franquias como “Marvel” e “Harry Potter” promovem o entusiasmo pelos filmes de forma orgânica, seja por meio de teorias, memes ou comentários que se espalham pelas redes. Esse marketing espontâneo é altamente valioso para os estúdios, já que os fãs geram buzz sem a necessidade de campanhas publicitárias custosas.

Como os fandoms podem influenciar o mercado e a indústria cultural?

Em suma, os fandoms são muito mais do que apenas grupos cinema, séries e cultura pop de fãs apaixonados. Eles desempenham um papel fundamental na formação das identidades individuais dos fãs, na promoção das relações sociais positivas e na criação de espaços seguros para seus membros. Além disso, eles têm uma influência significativa na cultura popular atualmente. Portanto, não é surpreendente que essas comunidades continuem a crescer em popularidade à medida que mais pessoas descobrem os benefícios emocionais e sociais do envolvimento em um fandom. À medida que o papel dos fãs na indústria cultural cresce, produtores e artistas, por sua vez, precisam cada vez mais se adaptar às demandas desse público. Assim, manter um diálogo aberto com as comunidades de fãs e, além disso, juntar suas expectativas nas decisões criativas são estratégias importantes para garantir o sucesso contínuo.

Marketing Talks

Entre elas estão as duas principais plataformas do marketing de influência, Instagram e TikTok. Em particular, Dahan prevê um aumento no conteúdo estilo gerado pelo usuário (UGC) produzido com IA generativa. Alguns profissionais de marketing de influência já levaram a IA um passo adiante. Alex Dahan, CEO e fundador da agência Open Influence, disse que a agência “lançou um punhado de campanhas usando criadores de IA”. Ele viu um aumento em marcas como o Walmart, exigindo que os criadores se juntem aos seus programas de afiliados e provem sua capacidade de converter antes de estender a eles ofertas tradicionais de acordos de marca. Os gastos com marketing de afiliados devem aumentar cerca de 10%, chegando a US$ 13,2 bilhões em 2026, de acordo com as projeções da EMarketer.

Como os fandoms podem ajudar na divulgação de obras menos conhecidas?

Eles participam ativamente de decisões, influenciam narrativas e movimentam bilhões na indústria cinematográfica, televisiva e do streaming. O fandom do Flamengo, a "Nação Rubro-Negra", é um dos maiores e mais ativos do Brasil. Eles não apenas consomem, mas amplificam as campanhas do clube com ações orgânicas, como o compartilhamento de conteúdos e a participação em redes sociais. O fandom do BTS (ARMY) no Brasil é conhecido pelo forte engajamento emocional e ações de solidariedade, como campanhas de doações em nome do grupo. Eles criam uma conexão emocional profunda com a banda, gerando uma força de marketing que vai além do consumo simples. O termo "fandom" surgiu no final do século XIX e início do século XX, como uma junção de “fan” (fã) e “dom” (domínio), referindo-se a comunidades de fãs que compartilham um interesse comum.

Em muitos casos, o fanservice — a inclusão de elementos direcionados especificamente aos fãs — é um recurso amplamente utilizado. Isso não só agrada o público fiel, mas também mantém sua lealdade e engajamento. Plataformas de mídia social facilitam a conexão entre fãs ao redor do mundo, enquanto recursos como realidade aumentada, realidade virtual e jogos interativos aprofundam a imersão. Além disso, o uso do metaverso para eventos e socializações está entre as principais tendências no entretenimento de nicho, ao lado da incorporação de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. Alguns dos maiores fandoms do mundo, como os de Harry Potter, Star Wars e BTS, mostram como as comunidades de fãs são fundamentais para manter viva a relevância de obras e artistas, mesmo anos após seus lançamentos. Além de consumir produtos oficiais, os fãs criam conteúdos derivados, como fanfics e fanarts, alimentando a comunidade com novas narrativas e perspectivas da obra.

  • Projetos ligados a franquias como Divinity da Larian Studios e o futuro Battlefield 6 também chamaram a atenção pública por práticas semelhantes.
  • Segundo ela, “clientes que combinam creator content e brand content nas estratégias de mídia apresentam resultados significativamente superiores em comparação ao uso exclusivo de conteúdos de criadores”.
  • Bonecos licenciados e de personagens representam aproximadamente 44% do volume de vendas nos EUA, impulsionados pela influência da mídia.
  • Um desses desafios é o fenômeno do “gatekeeping”, onde alguns membros do fandom tentam estabelecer critérios rígidos para determinar quem é um “verdadeiro” fã.
  • Desmistificar esses pontos é crucial para qualquer profissional da música.

Os pais relatam que cerca de 31% das crianças mostram interesse limitado em atividades de dramatização. Jogos e aplicativos digitais baseados em assinatura representam cerca de 28% dos gastos discricionários com entretenimento. Esta mudança comportamental reduz a consistência da procura por bonecos convencionais e pressiona os fabricantes a repensar estratégias de envolvimento. Fazer parte de um fandom oferece uma série de benefícios, como o senso de pertencimento e comunidade.

Conflitos internos podem surgir devido a diferenças de opinião sobre temas relacionados aos interesses comuns. Os melhores resultados são alcançados quando as marcas interagem de uma maneira que respeite os valores e o sentimento do fandom, promovendo uma conexão genuína com seus interesses. Crie conteúdo se desejarVocê pode compartilhar teorias, opiniões, análises, desenhos, vídeos ou podcasts. Entre nas conversasParticipar de grupos, fóruns e debates aumenta sua conexão com a obra e fortalece a comunidade. Hoje, longe de ser apenas um grupo de fãs, eles são criadores, formadores de opinião e agentes de mudança cultural.

Essa participação ativa dos fãs cria uma experiência mais imersiva e envolvente. J.K. Rowling, autora da série de livros, frequentemente interage com os fãs nas redes sociais e já revelou detalhes adicionais sobre o universo mágico que foram inspirados pelas teorias dos fãs. Isso cria uma relação de proximidade entre os criadores e os fãs, tornando-os parte ativa da história. Um exemplo disso é o movimento “Save Lucifer”, no qual os fãs da série “Lucifer” se uniram para pedir que a produção não fosse cancelada. Graças ao engajamento dos fãs nas redes sociais, a série foi resgatada por outra plataforma e continua sendo produzida até hoje.

A influência do fandom nas decisões dos estúdios

Embora alguns órgãos de premiação tenham tomado medidas, outros ainda não esclareceram sua posição, deixando a questão em aberto. Essa situação surge em um momento em que o uso de IA está sob crescente escrutínio em grandes estúdios. Projetos ligados a franquias como Divinity da Larian Studios e o futuro Battlefield 6 também chamaram a atenção pública por práticas semelhantes.

Apesar dos fãs nem sempre serem levados em consideração em muitas situações, possuem um inegável impacto econômico. Segundo ela, 10 anos é aproximadamente o tempo que leva para que uma geração ensine outra a ser fã, reforçando a tendência da GenZ de consumir obras de outras épocas, por exemplo. Devin destacou que Hollywood tradicionalmente favorece o ‘fandom afirmativo’, mas enfrenta dificuldades em lidar com o ‘fandom transformacional’, pois este muitas vezes desafia as noções de propriedade intelectual. A Turma da Mônica tem um fandom ativo e criativo, que produz fan artes, teorias e até eventos temáticos. Esse público não é apenas consumidor passivo, mas co-criador do universo dos personagens.

Alguns fãs podem se defender fervorosamente, enquanto outros podem refletir sobre as críticas e buscar entender diferentes perspectivas. O diálogo construtivo dentro do fandom é essencial para promover um ambiente saudável de discussão. No entanto, muitos fandoms estão trabalhando ativamente para combater esses problemas.

O segmento Baby Doll detinha a maior participação no mercado, respondendo por US$ 4,8 bilhões em 2026, representando 32% do mercado total. Espera-se que este segmento cresça a um CAGR de 6,5% de 2026 a 2035, impulsionado pela crescente adoção entre os grupos demográficos mais jovens e pelo foco no incentivo ao jogo. O fenômeno dos fandoms tem uma influência significativa na cultura popular atualmente.